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Páginas de Música 2011



Programa.


1ª Parte

/ Giachino Rossinni - La gazza ladra, Abertura

/ Giacomo Puccinni - Madama Butterfly, “A bocca chiusa”

/ Giacomo Puccinni - La Bohème, “Che gelida manina”

/ Giacomo Puccinni - La Bohème, “Sì, mi chiamano Mimi”

/ Giacomo Puccinni - La Bohème, “O soave fanciulla”

/ Giuseppe Verdi - A força do destino, Abertura

/ Giuseppe Verdi - Nabucco, “Va pensiero”

/ Giuseppe Verdi - Rigoletto, "La donna è mobile"

/ Giuseppe Verdi - O Trovador, “Vedi le fosche notturne”

/ Giuseppe Verdi - Ottelo, “Ave Maria”

/ Giuseppe Verdi - La Traviata, “Libiamo”

/ Johann Strauss II − Danubio Azul, Op.314

/ Frederico de Brito (orquestração de João Camacho) – Aquela Janela Virada Pró Mar

/ Gerónimo Gimenez – La Boda de Luís Alonso, intermezzo

/ George Gershwin (orquestração de João Camacho) – Porgy and Bess, “Summertime”

/ Dave Brubeck (orquestração de João Camacho) − "Blue Rondo à la Turk"

/ Irving Gordon (orquestração de João Camacho) − "Unforgettable"

/ Camille Saint Saëns − Sansão e Dalila, “Bacchanale”

/ Alexander Borodin – Príncipe Igor, "Danças Polovtsianas"

 

Entidades apoiadas


Cercilei


Lar Santa Isabel


Conferência de São Vicente de Paulo dos Marrazes


Conferência São Vicente de Paulo de Colmeias

Atribuição de Bolsas de Estudo

Com vista à promoção da educação, foi criada no ano de 2012 a bolsa de estudo “Páginas de Música”, que terá como objetivo a atribuição de bolsas de estudos a alunos do Ensino

Superior que não disponham de um nível mínimo adequado de recursos financeiros.


 

Artistas


Manuela Kriscak - Soprano

Manuela Kriscak nasceu em Trieste, onde se diplomou em Piano e Canto pelo conservatório Tartini. Iniciou a sua carreira após sagrar-se vencedora do Concurso Sperimentale Belli di Spoleto, nos papéis de Musetta de La Bohème de Puccini e Rosalinde d’ O Morcego de Strauss.

Em 1993 foi convidada pelo maestro Spiros Argiris a cantar no Teatro Massimo Bellini, em Catania, o papel de Zerlina de Don Giovanni de Mozart. Posteriormente, na mesma temporada, cantou Monica de The Medium de Gian Carlo Menotti.

Cantou também Kristina de Vec Makropulos de Janacek na Ópera Nacional de Rhin, em Estrasburgo, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, no Festival de Glyndebourn, sob a direcção de Andrew Davis, no Royal Albert Hall de Londres e no Gran Teatre del Liceu em Barcelona. Manuela Kriscak interpretou várias personagens mozartianas, entre as quais, Zerlina, numa nova produção em Maastricht com a Ópera Zuid e, mais tarde, no Teatro Comunale de Ferrara sob a direcção de Claudio Abbado; Susanna de As Bodas de Fígaro na Ópera de Rennes e Papagena d’ A Flauta Mágica no Teatro Verdi. Estreou-se no Teatro alla Scala de Milão com o maestro Riccardo Muti no papel de Armide de Gluck. Cantou Gretel de Hänsel e Gretel de Humperdinck no Festival de Todi e interpretou o seu primeiro papel wagneriano no Teatro Lírico de Cagliari com Farzana de As Fadas.

O seu repertório abarca tanto personagens de óperas barrocas, como é o caso de Marzia de Catone in Utica (Opéra Comique de Paris) de Vivaldi, Ergilla de O Ídolo Chinês de Paisiello, Madama Cortese de A Viagem a Reims, Sophia de O Senhor Bruschino (Teatro Nacional Esloveno em Ljubljana) e Giulia de La Scala di Seta de Rossini. Manuela Kriscak cantou ainda Micaëla da Carmen de Bizet (Festival Fiesole em Florença) e as protagonistas Liù (Turandot), personagem com a qual se apresentou recentemente no Teatro Nacional e no Centro de Artes Performativas de Seul, sob a direcção de Katia Ricciarelli. Interpretou reiteradas vezes Adina d’ O Elixir de Amor de Donizetti.

Recentemente foi Violetta de La Traviata de Verdi na Ópera Fargo-Moorhead com direcção de Anthony Barrese, Lauretta de Gianni Schicchi e Monica de The Medium no Teatro Verdi de Trieste. Também aqui cantou o Gloria de Poulenc.

Apresentou-se em concerto em Spoleto, Bolonha, Trieste, Bergamo, Sassari, Barcelona, Tóquio e Nova Iorque.

Na área da oratória foi solista nos Requiem de Mozart e Schumann, na Lobgesang e no Magnificat de Mendelssohn, no Te Deum de Dvorák e na Gloria de Poulenc. Em Espanha, sob a direcção de Ros Marbà, cantou a Nona Sinfonia de Beethoven, e no Teatro Verdi de Trieste foi solista nos Carmina Burana de Carl

Orff. Para o evento Mittelfest di Cividale o compositor Giampaolo Coralinvited convidou-a a cantar a música de cena da peça Demoni e fantasmi notturni della città di Perla, tendo, a partir de então, desenvolvido uma longa colaboração com o compositor. Para além dos nomes já referidos, cantou sob a direcção de A. Oestman, Gabor Otvos, Zoltan Pesko, Andrew Davis, Marco Zambelli, Jan Claude Malgoire, Tiziano Trabalhou com os encenadores Pierluigi Pizzi, Stefano Vizioli, N. Lehnhoff, Lorenzo Mariani, Italo Nunziata, Simona Marchini, Katia Ricciarelli, Gilbert Deflò, Pierre Constant, Giancarlo Menotti, Beni Montresor, Giulio Ciabatti, David Bartholomew e Cesare Lievi.

Para além das salas mencionadas, apresentou-se também no Teatro Rendano de Cosenza, Teatro Grande de Brescia, Teatro Sociale de Como, Teatro Fraschini de Pavia, Teatro Ponchielli de Cremona e Teatro Sejong de Seul.



Carlos Guilherme -Tenor

Carlos Guilherme nasceu em Lourenço Marques. Estudou com John Labarge no Conservatório Regional do Algarve e foi cantor residente do Teatro Nacional de S.Carlos de 1980 a 1992. Aí se estreou em “Macbeth”, com Renato Bruson. Com a ópera “Salomé” de R.Strauss recentemente levada à cena neste Teatro o seu reportório passou a contar com 70 óperas, muitos recitais e concertos por todo o país, colaborando várias vezes com a Fundação Gulbenkian, com o Coro da Universidade de Lisboa, o Coral Luisa Todi de Setúbal, o Coral da Sé do Porto, a Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e o Círculo Portuense de Ópera. A partir de 1987 tem sido convidado para cantar noutros países tais como os Estados Unidos, Brasil, Moçambique, Bélgica, Espanha, França e Israel. Foram êxitos na sua carreira os papéis de Almaviva, Trouffaldino, Ferrando, Ottavio, Goro, Bardolfo, Lord Puff, Cassio, Herodes e outros. Gravou em CD “A Canção Portuguesa”, com Armando Vidal e mais recentemente em DVD e CD “Canções Napolitnas” com a Orquestra de Bandolins da Madeira.

Apresentou-se com esta orquestra no Festival ao Largo (S.Carlos) e fez com ela uma digressão pelo Reino Unido tendo então efectuado 10 concertos em outras tantas cidades daquele país. Cantou com todas as orquestras portuguesas e algumas estrangeiras famosas: O. de Câmara de Pádua, do Comunal de Bolonha, Filarmónica de Moscovo e Sinfónicas de Budapeste, de S.Francisco, de Israel de Pequim e de Shangai. Em Abril de 2001 estreou-se em Itália no Teatro Rossini em Lugo com um papel principal na ópera “Il Trionfo di Clelia” de Gluck.Em 2003 actuou em Coimbra com o renomado tenor José Carreras.Em Janeiro de 2005 actuou em Itália, nos Teatros Comunais de Ferrara e de Módena, na ópera Ariadne auf Naxos de Richard Strauss. Em 2009, após fazer com sucesso o papel de Herodes na ópera Salomé (R.Strauss), em S.Carlos, foi artista convidado pelo Festival Mozart em A Coruña. Cantou ainda mais três óperas: Sansão e Dalila

(Saint-Saens), Lo Frate Nnamurato (Pergolesi) e A Orquídea Branca (Jorge Salgueiro)Melhorou a sua técnica vocal com Marimi del Pozo, Gino Becchi, Campogalliano, Claude Thiolass e Regina Resnik. Foi-lhe atribuído o prémio “Tomas Alcaide” e quatro prémios Nova Gente.



Orquestra do Norte

A Orquestra do Norte concretiza, desde 1992, o projeto de descentralização da cultura musical, apresentado pela Associação Norte Cultural, vencedora do primeiro concurso nacional para a criação de orquestras regionais, instituído pelo Estado Português nesse mesmo ano. Com a titularidade de José Ferreira Lobo, a ON foi iniciadora de um trabalho verdadeiramente pioneiro e inédito, tendo-se afirmado no panorama da música erudita, sendo hoje uma instituição reconhecida nacional e internacionalmente. Os objetivos básicos pelos quais sempre se pautou a atividade da Orquestra do Norte passam pela criação de novos públicos, pelo apoio à música e aos músicos portugueses e pela constante renovação do repertório. Vinte e um anos depois, estes critérios continuam a ser fundamentais para a instituição. Agente de transformações na gestão cultural do nosso País e criadora de um novo paradigma musical, desenvolve uma intensa atividade com temporadas regulares de norte a sul do país. Realizou mais de 3.000 espetáculos em mais de uma centena de diferentes lugares. A ON apresentou-se ainda em Espanha, França e Alemanha. Consciente da importância que representam o aumento e a diversificação da oferta artística qualificada no desenvolvimento cultural da população, no alargamento de públicos e na formação do gosto, a Orquestra do Norte apresentou as obras mais representativas dos grandes compositores da história da música. Servindo o grande repertório orquestral, desde o barroco até ao presente, dá especial atenção à difusão.

Os espectáculos da ON incluem concertos sinfónicos, didáctico-pedagógicos, ópera, música de bailado e de câmara. Para além da música erudita, tem abarcado outros géneros musicais, como é o caso do Jazz e música ligeira. A programação da Orquestra do Norte abriu-se a um repertório mais amplo e variado no qual, juntamente com as partituras básicas do repertório sinfónico ocidental, abundam primeiras audições, tanto de música de recente criação, como partituras recuperadas do passado histórico-musical. Sedeada na cidade de Amarante, a Orquestra do Norte integra profissionais de reconhecido mérito e tem, habitualmente, a colaboração de prestigiados maestros, solistas e coros nacionais e estrangeiros. Dos conceituados directores de orquestra que subiram ao pódio da ON referimos Juozas Domarkas, Krzysztof Penderecki, Federico Garcia Vigil, Álvaro Cassuto e Rengim Gokmen. A orquestra dedica ainda parte do seu tempo a gravações, tendo co-produzido até ao momento 13 edições discográficas. A Orquestra do Norte conta com o apoio do Ministério da Cultura e tem colaborado com setenta e uma autarquias, fundações, empresas patrocinadoras e instituições culturais.



José Ferreira Lobo - Maestro

Inicia a sua atividade profissional em 1979 como Maestro Diretor da Camerata do Porto, orquestra de câmara que funda com Madalena Sá e Costa. Com a colaboração de solistas prestigiados internacionalmente, apresenta-se em inúmeros concertos no país e no estrangeiro. Em 1992, funda a Associação Norte Cultural, projeto vencedor do primeiro concurso para criação de Orquestras Regionais, instituído pelo Estado português. Neste contexto, cria a Orquestra do Norte, de que é Maestro Titular e Diretor Artístico. Colaborou com artistas consagrados e da sua carreira internacional, destaca-se a direção de ópera e concerto na África do Sul, Brasil, Alemanha, China, Coreia do Sul, Chipre, Espanha, EUA, Egipto, França, Holanda, Inglaterra, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Itália, Letónia, México, Polónia, Roménia, Rússia, Suíça, Turquia, Colômbia e Venezuela. Apresentou-se em algumas das mais importantes salas de espetáculo do mundo, nomeadamente na Filarmonia de Munique, Tonhale de Zurique, Ópera Nacional do Cairo, Centro Cultural de Hong Kong, Centro Cultural de Pequim, Teatro Solis de Montevideo, Teatro Cláudio Santoro de Brasília, Teatro Teresa Carreño de Caracas, Filarmonia de Vilnius, Sala Smétana de Praga e no Hermitage de São Petersburgo. Interpretou ainda música sacra nas igrejas da Madelaine, em Paris, Catedral de Catânia (Festival Bellini) e Orsanmichele, em Florença.



 

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